Oriundos de Castelo Branco, os Izumi são um dos mais enigmáticos e originais colectivos que apareceu no panorama musical alternativo nacional nos últimos tempos. A sua Demo de estreia homónima deixa transparecer uma sonoridade impossível de rotular e, acima de tudo, muitas e boas ideias a todos os níveis. A Opuskulo conversou com a banda e constatou que mesmo na resposta a entrevistas a banda foge aos padrões “normais”...
Apresenta-nos os Izumi... Quem são, de onde vêm, como vieram aqui parar, etc...
Apresenta-nos os Izumi... Quem são, de onde vêm, como vieram aqui parar, etc...
Os Izumi resultam da energia conjunta de Dario Vaz, Emanuel Nunes, Hernâni Cajado e Ricardo Lourinho. Quatro pessoas que redefinem os pontos cardinais.
Sendo oriundos de Castelo Branco, uma região pouco habituada a lançar bandas com alguma notoriedade, achas que a interioridade geográfica vos coloca entraves a uma maior expansão e poderá explicar a ausência de um maior numero de bandas oriundas dessas regiões ?
Concordo com a ausência, mas quanto à questão de expansibilidade mantemos as nossas reservas.
O vosso som é totalmente impossível de definir. Ajuda-nos a perceber quais as vossas principais influências e de que forma defines o vosso som
Como se definiria o som da natureza, p.e. o campo?
Para além do som, também o imaginário parece ser algo estranho. Podes explicar um pouco desse imaginário Izumi e que temáticas abordam nas vossas composições ?
Estará alguém realmente livre da demência?
Os Izumi parecem ser daquelas bandas capazes de agradar a “gregos e troianos”, concordas ? Consideras que ainda existem disputas entre “tribos”, por exemplo metaleiros, punks, góticos, hardcore, etc. ?
O Homem existe para concorrer com o seu semelhante, (in)felizmente está na natureza.
O que podemos esperar quanto a futuras edições ? Algum contrato discográfico à vista ?
Não existe nenhum contrato em vista e em relação a futuras edições…
A vossa Demo tem estado a ter alguma projecção no estrangeiro ou apostam apenas em Portugal ? Consideras existirem por cá condições para uma banda alcançar algum sucesso em estilos mais alternativos como o dos Izumi ?
Temos tido algum “feedback” oriundo do estrangeiro. Adorámos a ideia que no país em que “Izumi” tem sentido semântico a nossa musica também o tenha.
Sei que estiveram presentes numa edição da Festa do Avante, certo ? Presumo que tenha sido a vossa experiência ao vivo para uma assistência mais numerosa ? Como foi a experiência ? Preferem esse tipo de concertos aos pequenos bares ?
Um concerto é sempre único. Não temos preferências a esse nível.
Ao nível gráfico apresentam igualmente trabalho interessante e enigmático. Consideras imprescindível uma banda preocupar-se com todos os pormenores estéticos que vão para além da música ?
Será possível considerar todos os pormenores, o tempo o dirá. Mas temos tido as considerações possíveis de executar.
Define-me os Izumi em três palavras...
Izumi Kara Kireina
Por onde passam os vossos planos a curto/médio prazo ?
Continuar a desenvolver a música que tanto nos agrada
Ultimas palavras...
Boa sorte para o Opuskulo e até breve.

1 comentários:
Estes gajos são bons, mesmo bons...
Dico
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