em entrevista...THE OTHER SIDE

Claramente influenciados pelo Rock de pendor gótico dos anos 80, os THE OTHER SIDE não são propriamente novatos no mundo da música. «Floating-Walking» é já o terceiro trabalho da banda e apresenta-nos um conjunto de temas com potencial mais do que suficiente para sair do anonimato e passar e assumir-se como um dos mais interessantes projectos nacionais no que ao rock alternativo diz respeito. O Opuskulo quis conhecer melhor esta banda e partiu à conversa com o seu guitarrista, Hugo Lourenço.
Apesar de já existirem há alguns anos, o nome The Other Side é ainda algo desconhecido da generalidade do público. Afinal quem são vocês?

Os The Other Side são uma banda de Castelo de Paiva e surgiram há oito anos com desmembramento de uma banda de grindcore: Os Karnificina, tendo como único elemento inicial Hugo Lourenço. Já passaram algumas pessoas ate chegar a formação actual, inclusive um baterista k já tocou com os Blind Zero. As coisas só começaram a resultar com a formação actual que vem de há cinco anos e que é composta por: Joni Vieira (vocais/guitarra), Nuno Couto (baixo), Ricardo Vieira (baterista), Hugo Lourenço (guitarra), Jorge Ferreira (teclas), este último que está na banda há meio ano. A partir de então começamos a seguir um caminho que tem vindo a ser o mais profissional possível. Tocando na garagem para nós mesmos, fazendo a musica que mais gostamos, culminando no rock que fazemos hoje e para todo o pessoal que queira ouvir claro. Houve uma grande evolução. Neste momento a banda não se limita só aos músicos mas também a toda uma equipa, para que tudo resulte o melhor possível.

«Floating-Walking» é já o vosso terceiro trabalho. Satisfeitos com os resultados alcançados?

Sim claro que estamos satisfeitos com todo o processo de evolução. Floating- Walking é o primeiro registro profissional da banda, por isso assume um papel importante na banda devido ao facto de termos necessidade de mostrar ao público aquilo que andamos a fazer, com um som aceitável. Reunimos alguns temas os k achamos melhores na altura e gravamos o EP. Fechamo-nos no estúdio durante uma semana e gravamos quatro temas. A intenção era uma edição de autor que conseguisse chegar aos pontos mais importantes e fazer soar o nome The Other Side. Claro que o objectivo foi cumprido.

Quanto a reacções do público e imprensa, como estão a correr as coisas?

As críticas são boas e menos boas por ambas as partes, mas de uma maneira geral ta correr tudo bem. A banda aceita todas essas reacções, sem duvida que ajuda a melhorar todo o trabalho que é feito e isso é importante para crescer em quanto pessoas e músicos.

Apesar da vossa sonoridade ser fortemente influenciada pelo rock alternativo da década de 80, há nele uma componente capaz de atrair a atenção de fãs de Gothic Metal ou mesmo do chamado Britpop. Concordam?

Sem dúvida que o nosso objectivo é agradar o maior publico possível. As nossas influencias são claras, a sonoridade de bandas dos anos 80 com um toque mais actual, é impossível distanciar-nos daquilo que mais gostamos e é normal que as pessoas nos associem a essas bandas, tentamos agradar todo povo dentro daquilo que gostamos mas não deixando as nossa raízes. Não teria lógica dizer o contrário, todos nós ouvimos muita música e temos os horizontes cada vez mais abertos.

Sei que já tocaram com bandas de renome. Destacariam algumas dessas ocasiões em particular?

É muito bom poder partilhar o palco com bandas como os Xutos…os Clã, Fingertips, Blasted Mechanism entre outros. De início pode parecer um pouco assustador mas depois tornam-se experiências fantásticas e viciantes, e que permitem, principalmente mostrar as nossas musicas a publico desconhecido, que acabam por gostar, (dançam e saltam) é bom ver isso de um pessoal que vai ali para ver as bandas principais. Inclusive tem havido gente a procurar o nosso EP, a comprar as nossas T-shirts, nesses mesmos concertos e a deixar mensagens no site etc.…Mas sem dúvida que de todas as bandas, os Xutos são os mais “hospitaleiros”.

Encontram-se a promover o disco além fronteiras ou apostam somente no mercado nacional?

Neste momento estamos em estúdio a gravar o nosso primeiro álbum, quando estiver finalizado será promovido por nossa parte em todos os sítios quantos possíveis. Inicialmente será lançado um single para toda a comunicação social juntamente com um vídeo clip. Esse processo será feito cá em território nacional e se possível alem fronteiras, através da Internet, ou por outro meio que seja possível.

Consideram viável uma banda como os The Other Side poder algum dia viver da música em Portugal?

Neste momento é difícil mas um dia não será impossível, as coisas têm que acontecer normalmente para correr tudo bem, neste momento essa é uma questão que não nos preocupa, tudo acontecera no momento certo.

O que podemos esperar dos The Other Side para breve? Alguma editora na mira?

Como disse anteriormente os The Other Side estão a gravar e a arranjar todo os meios possíveis de promoção através de concertos, entrevistas, rádios, televisões, Internet, etc.…Neste momento não há nenhuma editora mas é certo que poderá acontecer de um dia pró outro, mas penso que tudo será mais fácil através da divulgação da banda, estou certo que esse momento ira chegar. Mas por agora os The Other Side, como sempre vão andar na estrada, para todos aqueles que os queiram ouvir e ver.

Últimas palavras…

Simplesmente, que apoiem o que é nosso e que dêem mais valor ao que é português, que façam levar aos quatro cantos do mundo o nome de Portugal através do vosso trabalho, não pelas más razões mas sim pelas boas.

1 comentários:

OrDoS disse...

Vi-os em Vieira do Minho no concurso Vieira Rock que eles ganharam. Acho que são uma excelente banda onde o ponto negativo é a voz do vocalista. Acho que devia melhorar a pronúncia e treinar mais, não é uma má voz nem nada que se pareça, mas simplesmente precisa de mais treino para ganhar qualidade ;)

Pontos positivos são muitos, gostei bastante do profissionalismo e da postura em palco.

 
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