
quarta-feira, janeiro 28, 2009
em entrevista...CRYSTALLINE DARKNESS

quinta-feira, janeiro 08, 2009
em entrevista...THERIOMORPHIC
«The Beast Brigade» surge como um todo mais negro e obscuro quando comparado com o vosso álbum de estreia. Concordas? Alguma razão especial para isso?Contam com alguns convidados neste disco. Podes elucidar-nos melhor da importância dessas participações?

De que forma as mudanças de formação verificadas ao longo destes últimos dois anos influenciaram o resultado final deste novo disco? Há uma efectiva participação dos restantes elementos no processo de composição dos Theriomorphic?
Apesar do sucesso do primeiro disco não surgem vinculados a nenhuma editora com alguma dimensão. Foi mera opção da banda ou simplesmente não surgiu qualquer oportunidade?
Há algum plano para uma edição internacional do disco? Que reacções vos chegam lá de fora?
Voltam a trabalhar com o Hugo Camarinha na produção. É um voto de confiança em mais um produtor português, o que não deixa de ser importante…
Em termos de conceito por onde se move «The Beast Brigade»?
Quem compõe a «Beast Brigade»?
Como encaras o actual estado do movimento underground português? Achas que finalmente estão reunidas as condições para que as bandas portuguesas evoluam em termos de reconhecimento e de qualidade?
Funcionando como uma contra corrente ao advento tecnológico que a Internet possibilitou, começa a sentir-se um certo regresso a formatos tradicionais como a demo tape ou o vinil. Sentes isso? Qual a tua opinião? Como encaras a relação Internet/Música/Underground?Quais os planos para os Theriomorphic a curto prazo? Digressão nacional?
quinta-feira, dezembro 04, 2008
em entrevista...CRONAXIA
É caso para dizer finalmente! O que vos ocorre ao verem o primeiro trabalho de Cronaxia editado após mais de dez anos de carreira?
Vitória! Faça às adversidades que a banda passou, sabe bem termos o nosso primeiro trabalho gravado, após 11 anos de trabalho e mudanças de formação, compensou termos persistido até aos dias de hoje e termos finalmente uma amostra do que temos vindo a fazer ao longo dos anos.
Apesar de contarem já com uma carreira longa, os Cronaxia têm vindo a passar um pouco ao lado da cena de peso nacional. Encontras alguma razão concreta para isso?
Sim, é verdade, as razões principais têm a ver com alguns problemas pessoais e problemas de formação a nível de baixista e vocalista. Álem disso também demorou algum tempo a compor os nossos temas e a executá-los de forma coesa para apresentar tanto em gravação como ao vivo.
Como está a ser recebido «The Solution Above Continuity»?
Apesar do ainda recente lançamento do nosso EP, temos tido já algum feedback, tanto da parte da imprensa, de entidades relacionadas com eventos como de ouvintes. As críticas têm sido tanto boas como menos boas. Estamos ainda na fase em que as críticas vão chegando aos poucos, e dentro de algum tempo já teremos uma melhor percepção da aceitação do nosso trabalho.
Desta vez é mesmo para continuar ou teremos de esperar mais dez anos para uma nova aparição dos Cronaxia?
Embora nunca tenhamos tocado regularmente ao vivo nem editado nada anteriormente, a banda nunca parou ao longo de todos estes anos, além dos temas que tocamos ao vivo continuamos a compor temas novos com intenção de gravar o nosso próximo registo em formato álbum.
Em termos de sonoridade baseiam-se no brutal death metal técnico e arrastado. Achas que o interesse em torno desse estilo tem vindo a esmorecer ao longo dos anos?
Sem dúvida, nós notamos que actualmente tem vindo a esmorecer um pouco o interesse neste estilo musical, e nós estamos a sentir um pouco isso, Temos um pouco a sensação que aparecemos na altura errada, mas contudo pensamos que tem a ver com uma questão de ciclos, o que não nos impede que sigamos o nosso caminho.
Em Portugal assistiu-se a um desaparecimento de inúmeras bandas que se movimentavam dentro desse género. Achas que relaciona-se tudo com uma questão de hypes sazonais?
Sim, como referimos anteriormente estamos a atravessar uma época em que este estilo musical não está nos melhores dias no nosso país, mas isso não significa que o panorama do Death Metal não melhore futuramente.
Em termos de imaginário parecem entrar pelo mundo da ficção científica. Podes elucidar-nos melhor acerca disso?
Em primeiro lugar é uma temática que nos agrada e achamos interessante incorporá-la na nossa música, o que nos proporciona uma grande margem de exploração a nível de temas. No que diz respeito a temas e em particular no nosso EP, abordamos a continuidade do tempo e a eternidade, bem como a evolução e manipulação da mente humana e também formas de perpetuar o legado cientifico e tecnológico das espécies.
Apesar de todas as facilidades que a Internet oferece, parece haver um interesse renovado em alimentar o movimento mais underground, reflectindo-se na compra de discos, demo tapes e vinis. Sentem isso em relação aos Cronaxia? O pessoal compra o vosso disco?
Como referimos anteriormente o nosso EP foi lançado recentemente, as vendas ainda não foram significativas, mas também apostamos mais na venda de discos nos nossos concertos.
O que podemos esperar dos Cronaxia em breve? Concertos, novo disco, editora…?
Os nossos planos para o futuro consistem em continuar a tocar ao vivo para promover o nosso recente lançamento, e estamos também a trabalhar em novas músicas e conceitos, que irão constar num futuro longa duração para o qual procuramos uma editora.
sábado, novembro 22, 2008
em entrevista...THE LAST OF THEM

Até agora, as críticas e opiniões que recebemos sobre o EP têm sido positivas e motivadoras, ainda que todo o trabalho de promoção não esteja concluído…em relação às nossas expectativas penso que correu tudo bem, até porque nós nunca chegámos a traçar nenhum objectivo concreto com este lançamento, serviu apenas para apresentar a banda e mostrar o trabalho que tinha sido desenvolvido até aqui.
Os The Last of Them têm na sua formação elementos de bandas tão díspares quanto os Sonic Flower, Downthroat ou InDementia. Como acabaram todos num projecto em comum?
Quase todos nós já éramos amigos ou conhecidos…Eu já tocava nos Downthroat quando me juntei ao Zé e ao Vitó nos Sonic Flower, após algumas alterações/experiências na formação acabaríamos por contactar o Rui e o Renan que faziam parte dos InDementia e que nós conhecíamos através do estúdio Covil em Águeda que é propriedade do Hugo e do Rui, onde na altura estávamos a começar as gravações do EP.
O vosso EP de estreia revela uma banda a explorar sonoridades distintas, desde o black metal ao thrashcore, passando pelo death metal. Esta foi uma opção consciente ou faz parte de uma procura de cimentar a vossa personalidade?
Foi consciente e nós já sabíamos que haveria questões sobre esse assunto…desta vez decidimos aproveitar todas as músicas/malhas que nós gostássemos independentemente de soar a heavy, thrash ou death …perguntámos a nós mesmos qual era o nosso “estilo” e a resposta foi ´metal´, então não haveria barreiras/limites nos estilos e sub-estilos que se fazem dentro do metal. Iremos soar sempre diferente de tema para tema desde o rock ao black passando pelo metalcore…um pouco de tudo, isto também devido aos mais variados gostos pessoais de cada membro dos The Last of Them.
Qual o significado da expressão The Last of Them como designação para a banda?
A ideia do nome surgiu numa conversa acerca do pessoal que se mantinha na “cena” há vários anos e aquele que por uma ou outra razão se tinha afastado do meio musical. Como nós somos dos poucos restantes que na nossa zona ainda anda aqui por amor à camisola e tal, falou-se, “ …somos os últimos a restar…” e foi mais ou menos daí que surgiu.
Estando já calejados pela vossa passagem em anteriores bandas, como encaram a evolução das sonoridades ligadas ao metal ao longo dos últimos anos? Acham que é agora mais fácil gravar e editar um registo digno?
A evolução é normal dentro de qualquer estilo, depois há este ou aquele estilo que acaba por ficar mais “na moda” e, ou começa a saturar devido há grande procura/oferta de bandas num determinado estilo de música…o que depois vem penalizar as boas bandas que por vezes são metidas no mesmo “saco” só porque tocam este ou aquele tipo de metal…Não se compara…hoje em dia conseguem-se fazer coisas que há uns anos atrás eram impensáveis…Desde material sofisticado a pessoal já especializado e com bons estúdios, hoje encontra-se tudo aqui à mão de semear!
Estão a trabalhar no sentido de fazer chegar o vosso trabalho além fronteiras ou esse ainda não é um objectivo premente da banda?
Por enquanto ainda não a 100%... já foram enviadas algumas cópias para editoras e zines estrangeiras mas a prioridade é darmo-nos a conhecer primeiro em Portugal…explorar o mercado nacional e ver-mos qual a reacção do público.
O tema «New Addiction» foi usado por uma produtora norte-americana nos créditos finais da série «War of the Dead Z.E.R.O.». Como se deu esse convite?
O convite surgiu através do myspace da banda…o Mike DiSario, que é o realizador da série ouviu o tema, disse que tinha gostado muito e perguntou se nós estávamos interessados em pôr o “New Addiction” nos créditos finais do episódio 2 da série…nós dissemos que sim!
Achas que o futuro do metal e da música em geral passa pela fusão de géneros? Estarão os géneros musicais ditos tradicionais condenados? Até que ponto poderá ir a procura de originalidade?
Acho que já não há muita opção nessas fusões de estilos…Ainda aparece de vez em quando uma ou outra banda inovadora mas é cada vez mais difícil ser original nos dias que correm…Condenados…penso que não, pelo menos a curto prazo…acho que ainda há muito público a gostar dos tradicionais em vez dos chamados modernos e inovadores. A procura não irá ter fim…agora até que ponto é que será uma originalidade com pés e cabeça para andar e vencer…isso não sabemos.
Já há planos para um álbum de estreia? O que podemos esperar?
Talvez para o ano… estamos a trabalhar em novos temas e queremos passar ao próximo passo…o álbum! Enquanto que no EP a grande maioria dos temas já tinham alguns anos e sofreram arranjos, o próximo trabalho será material mais recente e composto pela actual formação da banda. Vai haver sempre temas lentos, temas rápidos, uns mais melódicos outros mais brutais mas esse será sempre o fio condutor da banda…o “METAL”!!....
quinta-feira, novembro 13, 2008
em entrevista... DANIEL CARDOSO
O teu trabalho vem provar que é possível construir um nome e uma reputação em Portugal na área da produção. Concordas?
Achas que o Ultrasound veio um pouco ocupar o lugar dos Rec’n’Roll enquanto o principal estúdio de gravação de trabalhos ligados ao metal em Portugal?
quinta-feira, outubro 09, 2008
em entrevista...ANONYMOUS SOULS

Quais as expectativas para este segundo álbum?
É difícil criar expectativas altas quando se grava um álbum de Death/Trash Metal em Portugal. Principalmente quando não se tem editora, por isso quando começamos a gravar este segundo álbum, não tínhamos objectivos definidos nem expectativas criadas. Queríamos apenas registar os novos temas da banda, para que os nossos seguidores tivessem a oportunidade de os ouvir sempre quisessem. Á medida que o álbum começou a ganhar forma, começamos a ter uma melhor noção daquilo que tínhamos nas mãos e começamos a acreditar que com este álbum podemos levar a nossa música um pouco mais além. O nosso grande objectivo com o “AGONY” é o de chamar a atenção das editoras e entidades de agenciamento, para tentarmos conseguir um tipo de distribuição e divulgação que sozinhos nunca conseguiremos. Mas, enquanto não aparece alguém que acredite em nós, e como não somos de ficar parados à espera, vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance, e divulgar o álbum pelos nossos próprios meios.
Sentiram o peso do sempre complicado segundo álbum?
Sim e não! Não, porque temos a perfeita noção que, musicalmente falando o “AGONY” apresenta uns ANONYMOUS SOULS com uma sonoridade evoluída. Sim, porque aquilo para nós é a evolução, pode não o ser para quem nos ouve. Existe sempre um nervoso miudinho relacionado com a incógnita em que consiste a aceitação dos ouvintes. No entanto essa preocupação não está constantemente presente nas nossas cabeças, estamos a preparar o álbum com um prazer imenso, e com plena confiança no nosso trabalho.
Quais as grandes diferenças entre «Agony» e «Condolences»?
Imensas. Inúmeros factores determinam essas diferenças, começando pela experiencia vivida nos 3 anos entre o lançamento do “Condolences” e do “AGONY”. Muita coisa aconteceu, tivemos o muito bom e o muito mau. No entanto, o simples facto de termos um novo guitarrista que participou de forma muito activa na composição dos temas do “AGONY”, gera por si só uma enorme diferença em relação ao “Condolences”. Musicalmente falando, os traços que identificam a sonoridade da banda mantêm-se intactos, no entanto estamos mais técnicos. Exploramos muito mais os extremos entre a melodia e a agressividade. Os temas apresentam um nível de coerência que pensamos ser superior aos do “Condolences”.
Como foi o processo de gravação do disco? Com quem trabalharam, em que estúdios, porquê?
Decidimos apostar em realizar o todo o trabalho no nosso próprio estúdio “DARKSTUDIOS”, em Sta. Maria da Feira. O processo de gravação e produção está a ser liderado pelo nosso teclista André Almeida. Foi uma decisão bastante discutida entre os elementos da banda, uma vez que as gravações do “Condolences” haviam sido feitas nos “Ultrasound Studios” com o experiente Daniel Cardoso. Gravar novamente com o Daniel Cardoso, ou com outro produtor experiente dar-nos-ia alguma segurança a nível da qualidade da produção, no entanto gravar nos nossos próprios estúdios dá-nos outra liberdade. Temos todo o tempo à nossa disposição, não existem pressões de horários ou orçamentos, estamos em família o que naturalmente nos deixa mais à vontade. E esse à vontade reflecte-se naquilo que se ouve no disco. O processo está a ser bastante demorado, até porque é a nossa primeira experiência de auto-produção e queremos que tudo esteja de acordo com as nossas exigências. Acreditamos que a produção do álbum estará ao melhor nível.
O que esperam alcançar com este disco que ficou por alcançar com «Condolences»?
Como havíamos dito anteriormente, ver o nosso trabalho editado e distribuído é o nosso grande objectivo com este segundo álbum. Independentemente disso, vamos tentar dar a conhecer o nosso nome por todo o país.
Para quando podemos esperar a edição do disco e como o poderemos adquirir?
Prevemos ter o álbum pronto em meados de Setembro. E nessa altura 4 temas vão estar no nosso myspace para serem ouvidos e disponíveis para download. Ao mesmo tempo, o álbum poderá ser encomendado por um valor simbólico no nosso myspace (www.myspace.com/anonymoussouls) ou através do nosso email (anonymoussouls@gmail.com). O lançamento oficial está marcado para o dia 31 de Outubro (Halloween Night), no Cine-Teatro António Lamoso, em Sta. Maria da Feira, mas os concertos de divulgação arrancam em Setembro, pelo que poderão adquirir o álbum nos locais dos concertos. Numa fase mais avançada, depois de termos o álbum na mão, vamos tentar fazer com que esteja presente nas prateleiras de algumas lojas conhecidas e outras específicas de metal.
terça-feira, setembro 30, 2008
em entrevista...CORPUS CHRISTII

Este será o último capitulo da passada trilogia «Torment», o elemento fulcral para fechar esta longa jornada. Consiste em cinco temas, um do «Tormented Belief» que só esteve disponivel na versão vinyl do mesmo, depois dois temas nunca lançados da sessão do «The Torment Continues» e finalmente dois temas da sessão do «Rising». Tudo temas que não foram inseridos nos trabalhos por multiplas razões, não porque não as achava à altura, houve sim outras questões. Este material é muito importante e especial para mim, não poderia de forma alguma deixar “na gaveta”.
O que podemos esperar deste trabalho? Sei que o artwork terá uma especial atenção. Será uma edição limitada?
O artwork está a cargo de um talentoso holandês da Ba´al Graphics, trabalhamos juntos neste trabalho e as coisas foram relativamente facéis. Eu já tinha uma ideia do que queria, tinha de ser simples e encher doze páginas tendo um seguimento de imagens já usadas nos trabalhos da trilogia. Este mCD não será limitado, pode sim vir a ser a versão vinyl caso seja feita. Não temos a certeza ainda. Haverá também novas tshirts referente a este novo trabalho e, essas sim, serão limitadas.
Em termos conceptuais por onde anda «Carving a Pyramid of Toughts»? O título é bastante enigmático.
Este trabalho é basicamente um resumo do que foi feito nesta trilogia, nestes vários anos. A mudança, o sacrificio, o alcançar de um patamar acima do Homem. É-me difícil explicar e resumir estes últimos três álbuns e este mCD, é um culminar de emoções que vão além fronteiras. Cabe a cada um ouvir, ver, ler e simplesmente saborear estes complexos trabalhos.
Este novo EP vai ainda ser editado pela Agonia Records, mas sei que assinaram recentemente um acordo com a Candlelight. Como surgiu essa oportunidade? Achas que é o reconhecer de uma carreira marcante no black metal português?
A Candlelight já tinha proposto um acordo ainda antes de ter saido o «Rising», mas na altura o acordo não foi nada satisfatório portanto decidi lançar eu mesmo, assim pelo menos sempre tinha garantido o underground. No entanto, com o desenrolar do último ano, de dificuldades monetárias e falta de tempo decidi que seria mesmo altura de tirar algum cargo dos meus ombros e passar a tarefa a uma editora professional. Chegámos a um acordo melhor, ao nivel do que tinhamos com a Undercover e seguimos em frente. Assim sendo eles vão reeditar o «Rising» e um ou dois novos álbuns. O acordo com a Agonia foi por acaso, tinha este mCD para lançar, na altura ainda não tinhamos assinado com a Candlelight e a Agonia insistiu em lançar algo nosso. Estava reticente visto que há muitos maus rumores deles mas decidi arriscar. Tanto que eles estão bastante empenhados neste lançamento e é isso que gosto de ver. E espero também que com eles não precise de ajudar na promoção e tudo mais como outrora fazia com outras editoras.
Tradicionalmente a Candlelight é muito elitista em relação às bandas que assina. O seu catálogo é de extrema qualidade. Sentem que têm algo de especial em relação à maioria das bandas de black metal e que isso chamou a atenção da editora?
Acho que eles sabem o potencial da banda e de certeza que já ouviam falar da banda. Temos rolado lá fora, tocado em fests e algumas tours, as coisas têm corrido minimamente bem. Por acaso nunca tocámos na Inglaterra mas pode ser que isso mude agora com este “deal”. Gostaria de mencionar o seguinte, nunca lambemos as botas a ninguém, tudo alcançado pela banda foi devido à minha dedicação e esforço, à minha insistência. Puta que pariu os cromos que acham que alcançamos isto “á pala” de “ass licking”. Vocês são verdadeiramente patéticos e nunca passarão de nada. Fodam-se!
Para quando a estreia pela Candlelight? Quando podemos esperar um próximo longa duração?
Ainda não me deram uma data para a reedição do «Rising» mas conto que seja em Outubro. No final do ano irei começar a trabalhar no próximo álbum mas não tenho qualquer ideia quando irá ser lançado. Não estou nada preocupado com isso de momento, vou demorar o tempo que for necessário, mas estou certo que um novo album saia em 2009.
São neste momento considerados a principal banda de black metal portuguesa. Sentem o peso dessa responsabilidade ou é algo que te é indiferente?
É-me totalmente indiferente, e seja como for a maior das pessoas do meio não estão de acordo com o que dizes. Eu simplesmente faço aquilo que quero fazer e se tiver quem me apoie e lance o que gravo tudo bem, mas se amanhã ninguém acreditar no que faço e só possa lançar em tape seria também tudo bem por mim. Só quero permanecer a fazer o que mais gosto e que sinto que é a minha missão. Há aqui causas bem acima do que acho que quero e tudo mais, a Sua presença e influência é constante e determinante.
Como encaras o que se vai fazendo por cá ao nível da música extrema? São cada vez mais as bandas portuguesas que conseguem um reconhecimento que há alguns anos seria impensável.
Isso deve-se ao facto que hoje em dia há boas bandas, há uns anos atrás nem por isso e também porque bandas como Decayed, C.C., Morte Incandescente, etc. abriram portas ao que se faz cá dentro. Não me tinha apercebido de tal coisa até começar a ouvir isto de pessoas lá fora. Com sorte as coisas continuarão a evoluir, a haver mais boas bandas e lançamentos mas nunca sairemos da “cepa torta” devido à “cromice” de certos individuos, que faz com que este meio seja simplesmente patético.
Sei que és uma pessoa com uma mente bastante aberta a outras sonoridades e influências. Achas que isso acaba por reflectir-se em Corpus Christii?
Sem dúvida, é dificil uma pessoa deixar de parte certos riffs e melodias que ouve em certas bandas, especialmente num periodo no qual esteja a criar nova música. Já por isso mesmo é que quase não oiço (Black) Metal quando estou a trabalhar, evito haver influências mas é claro que inconscientemente isso pode sempre vir a acontecer. De momento tenho ouvido bastante Amália Rodrigues, Ladytron, Portishead e Warning, pouco Black Metal visto que ainda estou a terminar o novo de Morte Incandescente e o debut de The Hanged.
quinta-feira, setembro 11, 2008
em entrevista...BURNING SUNSET

Estamos contentes, sim. Tem sido bem recebido e as críticas têm surgido com um cariz construtivo bastante interessante. Não se têm remetido à ilustração normal de uma crítica, mas têm apontado sempre pormenores a melhorar para um novo passo. O que só significa que a nossa música marca de alguma forma e as pessoas sentem que há potencial para construir algo mais forte no futuro.
Um dos motivos de maior interesse na vossa sonoridade é a inclusão de guitarra portuguesa. Essa é uma componente a explorar futuramente? Prevêem alargar o leque de instrumentos a incluir na vossa sonoridade?
A guitarra portuguesa é algo que tráz um brilho diferente à nossa música. Não é inovador, pois os Thragedium ou os Dwelling já exploraram a sonoridade no meio, mas não com a densidade e a agressividade do death metal como nós procuramos. Sem dúvida que é algo para explorar futuramente, seja experimentalmente ou como um reforço melódico, dado que tem um traço único que pode distinguir qualquer sonoridade portuguesa dos demais. Em relação a outros instrumentos a incluir, esperamos mais tarde colocar, de forma gradual. No início tinhamos só o violino e brincavamos com o cavaquinho, depois entrou a guitarra portuguesa e só um ano mais tarde, o violoncelo. Agora temos várias ideias e pequenos apontamentos, que esperamos ser concretizados, como o saxofone, trompete, voz feminina ou um segundo baixo. Vamos ver para onde nos levam as novas composições.

A vossa sonoridade indicia uma certa “portugalidade” que vos distingue de qualquer outra banda. Têm consciência disso?
Não existe uma consciência presente e premeditada aquando da composição, mas acontecem uma série de factores que provocam e finalizam essa sensação de portugalidade. O mais gritante é a utilização da guitarra portuguesa, que na sua associação directa ao fado, remete-nos para um universo único da alma lusitana. Mas não passa disso, pois não trabalhamos como os Ava Inferi, que instrumentalmente executam as cadências do fado ou os Process of Guilt, que exacerbam o sentido melancólico português com excelência. Nós somos, de certa forma, mais epidérmicos. Temos os instrumentos, como a guitarra, a língua e os temas do fado, (mar, tristeza, angústia), e procuramos dar-lhe uma nova roupagem, novas forma de o utilizar. Não é uma comparação directa, mas um expoente máximo, seria conseguir fazer o mesmo que os Naifa fazem na pop/electrónica, mas com o metal. A portugalidade está, talvez, anunciada, mas ainda não a atingimos.
Que tipo de reacções têm recebido do estrangeiro?
As reacções têm sido bastante entusiastas. Há uma grande curiosidade referente ao idioma e aos instrumentos clássicos. Dada a guitarra portuguesa, que entendem ser algo como uma sítara, somos várias vezes comparados a bandas do Médio Oriente, ou simplesmente, com arranjos árabes, pois não reconhecem o instrumento e é mais fácil colocar a crítica em terrenos que dominam.
Acham que este tipo de bandas que incorporam na sua sonoridade elementos étnicos conseguem mais rapidamente ter uma maior visibilidade?
Isso não se reflecte em nós. Nós procuramos já há algum tempo mostrar o nosso trabalho e temos tido feedback em casos muito pontuais. É muito mais fácil tomar atenção a géneros cimentados, do que a novas bandas que procuram experimentar. Como Fernando Pessoa dizia: “primeiro estranha-se, depois entranha-se”.
Já trabalham em novos temas? Que linha estão a seguir?
Sim, temos trabalhado novos temas e nos concertos temos apresentado as músicas que não estão incluídos no EP “ Bruma”. Agora vamos parar para descansar uns dos outros e deixar respirar as músicas para voltarmos a compôr sobre aquelas e experimentar novas ideias. A linha a seguir prende-se com a exploração mais orquestral dos instrumentos étnicos, a introdução de momentos mais directos, mais headbang, mas com a procura de manter a toada progressiva bem vincada.
Podemos contar com um próximo trabalho dos Burning Sunset num formato mais profissional e com o apoio de uma editora ou continuarão por vossa conta e risco?
Não temos tido feedback positivo de editoras e isso só prova que temos muito trabalho pela frente. É necessário calo, robustez, experiência e realizar melhores escolhas. Vamos construíndo e vamos trabalhando ao nosso ritmo, tentando completar um novo EP ou um álbum. Nós costumamos dizer que só agora é que estamos prontos para gravar o EP que acabamos de apresentar, o que é absoluta verdade. Este foi um enorme processo de aprendizagem, quer a nível de produção, gravação e promoção. Agora que sabemos algumas regras, vamos aprofundar e esperar que surja a oportunidade de uma editora. Até lá, devagar e sempre, até concluir o novo trabalho.

As maiores dificuldade prendem-se com a falta de apoios e de interesses na nossa zona de Aveiro. O provincianismo português, que diz que o que é nacional é pior do que vem de fora, acontece muito por cá, aliado ao elitismo pseudo-artístico, que é comandado pelas revistas que impõem o artista estrangeiro que tem que vir tocar a Aveiro. Não há espaços em Aveiro para tocar metal; tirando o Blindagem Metal Show (programa de rádio) que nos apoia, não há elementos da nossa cidade que se interesse. E é aí a dificuldade, é taco-a-taco que temos de sair da toca, para o resto do país. Depois é complicado fazer valer a edição de autor. Enquanto que nós entendemos que quem faz uma edição de autor, tem capacidade, valor e coragem para trabalhar, há quem veja a edição de autor como uma não capacidade para estar numa editora, logo falta de qualidade. É uma diferente perspectiva que discrimina logo determinadas bandas / artistas. Isto sob uma perspectiva artistica, pois a nível prático, não temos tido propriamente dificuldades em cumprir os objectivos a que nos propusemos enquanto banda. Temos tocado bastante ao vivo, as pessoas têm correspondido e gostam de nos ver e o EP tem recebido boas reviews.
Últimas palavras
sexta-feira, agosto 22, 2008
em entrevista...TODESBONDEN

Todesbonden foi um conceito para um projecto que me surgiu em 1994 após ter ouvido o álbum «Sorrow» dos The 3rd and the Mortal, aliado também a uma série de outras influências, mas que por várias razões só em 2003 consegui pôr essa ideia em prática. Inicialmente era suposto ser um projecto a solo no qual eu iria compor toda a música. No entanto, após ter escrito grande parte do nosso EP de estreia com a ajuda do Jason Aaron e do Patrick Geddes, decidi incorporar mais elementos na banda de forma a conseguir pôr este projecto em palco. Com a incorporação do teclista James Lamb e do baixista Jason Ian-Vaughn Eckert verifiquei que seria bastante proveitoso tê-los a contribuir no processo de composição, sendo o resultado de um esforço conjunto que podem ouvir no nosso álbum de estreia.
O formato ao vivo é então uma parte integrante dos Todesboden?
Sim, já tocámos ao vivo com esta formação. Na realidade essa foi uma das motivações pela qual esta banda foi formada. Despendemos imenso tempo a preparar os nossos concertos, mais até do que os nossos discos. Agora que o álbum foi editado queremos voltar à estrada após dois anos de hiato. Temos um concerto de apresentação do disco marcado para 18 de Outubro.
Todesbonden não é propriamente a típica banda norte-americana. Concordam se eu disser que em termos de sonoridade e influências são muito mais europeus do que norte-americanos?

Sendo assim, quais são as principais influências que marcam este trabalho? Liricamente parece ter uma forte ligação à natureza.
O teu passado está ligado a bandas como Autumn Tears ou Rain Fell Within. Sentes que isso poderá ter uma influência positiva na promoção e visibilidade que Todesbonden poderá receber?
Sim, principalmente a minha relação aos Autumn Tears, já que a minha colaboração com os Rain Fell Within foi muito vaga. O meu nome tornou-se conhecido na cena e isso pode levar as pessoas a sentirem curiosidade sobre o meu novo projecto. No entanto, o meu objectivo com Todesbonden passa por chegar a uma audiência que ainda não me conhece e posso dizer que isso está a ser muito bem conseguido através do excelente trabalho de promoção que a nossa editora está a realizar.

Alguma vez ponderaste mudares-te para a Europa, tendo em conta que a vossa editora é europeia e a vossa sonoridade tem muito mais tradição e visibilidade por cá?
A mudança para a Europa é uma conversa que tenho comigo própria diversas vezes. No entanto, as razões que me levam a considerar essa hipótese não estão relacionadas com a minha carreira musical. A crise económica que se vive nos EUA, aliada a questões políticas e sociais têm vindo a contribuir para me sentir cada vez mais desconfortável neste país. Irei permanecer por aqui mais uns anos para ver qual o caminho que as coisas levarão e tomar uma decisão final. Há outras coisas que me prendem aos EUA, por exemplo a minha família, os meus companheiros na banda, a minha casa, etc. É complicado de um momento para o outro atirares tudo para trás das costas e começares tudo de novo noutro sítio qualquer. Das vezes que já estive na Europa senti-me como uma outsider devido à barreira linguística e, acima de tudo, por ser norte-americana, e esse é um sentimento com o qual eu não sei se conseguiria lidar a longo termo. No entanto, apesar de tudo isso, a mudança para a Europa é uma opção que considero. Não faço ideia se isso seria benéfico para a minha carreira musical.
O que achas da indústria musical norte-americana actualmente? Há por aí mais tesouros como os Todesbonden bem guardados?
Contacto: http://www.todesbonden.net/
quarta-feira, agosto 13, 2008
em entrevista...KATABATIC


Podemos contar com uma edição dita mais profissional dos Katabatic para breve?
segunda-feira, julho 21, 2008
em entrevista...DAWNRIDER
Após alguns anos de luta no meio underground está finalmente editado o primeiro disco dos Dawnrider. Como se sentem em relação a isso? O esforço compensou?
Sim, claro. Estamos satisfeitos com o disco, foi o nosso cartão de apresentação o ano passado, o disco saiu já quase no fim do ano, em Novembro quando deveria ter saido no inicio do Verão, mas tivemos uma troca de elementos mesmo em cima da gravação, saiu um baixista e entrou outro que já não foi a tempo de aprender os temas para os gravar de imediato por isso o baixo foi gravado por um dos guitarristas, o Conim.
Bastante bem, as reviews têm sido todas positivas, esperamos agora que a editora comece a mandar também o disco lá para fora pois somos uma banda que pode ser exportável, embora este disco tenha sido mais dedicado ao publico português, no sentido em que a maioria do pessoal desconhece as bandas que são referência e inspiração para o colectivo, então presenteámo-los com duas covers (Amebix e Buffalo) e um tema dedicado aos pioneiros do Heavy Rock em Portugal, os Beatniks. Escolhemos trabalhar os temas menos Doom primeiro e deixar o material mais denso para o próximo álbum. Um grande impulsionador sem dúvida, têm sido os concertos, o pessoal chega lá e sai com vontade de comprar um álbum. Mas a experiência ao vivo, essa, é impossível de passar para disco.
Os nossos planos passam definitivamente por aí, agora nós sozinhos não podemos fazer muito, mas contamos com a nossa editora para o fazer. Posso-te dizer que o nosso Split EP de 2005 em vinil, as copias foram quase todas parar lá fora, foi um disco para o underground Doom/Heavy Rock europeu e americano.
Pode dizer-se que os Dawnrider são líderes e praticamente pioneiros de um estilo pouco divulgado em Portugal. Sentem o peso dessa responsabilidade?
Sim, mas não temos medo. O que bandas como os Beatniks e os Xarhanga fizeram nos 70's e o que bandas fizeram nos 80's como Xeque Mate e Vasco da Gama, traduz-se em nós, numa versão mais pesada, actual e mais vasta em influencias com uma identidade muito própria.

Acham que as mentalidades estão cada vez mais a abrir-se a este tipo de sonoridades retro ou permanecerão sempre confinadas a um reduto underground?
Eu vejo este tipo de musica não como retro mas como intemporal. Estou a ouvir o primeiro álbum de Atomic Rooster enquanto estou a responder às tuas perguntas, este álbum data de 1970 e é mais avant-garde Rock que muita merda que sai agora com o tag de "pós-Metal, pós-Doom, pós-isto-e-aquilo". O mercado está inundado de trends, toda a gente se passa agora com bandas que roubam inspiração no Rock alternativo/experimental e trazem essas influencias para o Rock mais extremo.Quando vejo uns Wolfmother na TV ou a tocar em festivais grandes, apercebo-me que esta porcaria do retro chegou ao ridículo de se tornar um trend. Em Inglaterra as revistas curvavam-se perante os The Answer, estas bandas para mim é só merda, copias bem planeadas sem personalidade de Zeppelin e Grand Funk...tirando os supergrupos do passado, que realmente cresciam com suor e trabalho árduo na estrada, desde inícios de 80's que para mim acabaram os supergrupos...desde essa altura que só se pode confiar no underground para se ouvir musica verdadeira. Até um gajo do Black Metal como o Fenriz (dos Darkthrone) cagou na cena que lhe deu dinheiro durante anos a fio e anda agora em Oslo a passar musica em clubes que vai do Hard Psicadelico de 70's, ao Garage Rock de 60's, passando pelo Punk e a NWOBHM, ora querem melhor exemplo que isto? "TRUE MUSIC IS FOREVER!", já dizia o grande Vic Vergeat dos TOAD.
Antes da gravação do disco registaram-se mudanças de formação, nomeadamente a saída do baixista Samuel. De que forma isso influenciou o resultado final do disco e o futuro da banda?
Não foi antes, foi mesmo a meio. O resultado foi que poderíamos ter um registo próprio de um bom baixista, mesmo que seja um bom guitarrista a tocar o baixo nunca é bem a mesma coisa. O registo é mais linear. De imediato arranjámos substituto, o Carlos, que já tinha tocado comigo nos No-Counts DOM, por isso não havia ao cimo da terra melhor pessoa para nos acompanhar nas 4 cordas! Recentemente também o Victor saíu, desta feita ocupando o lugar o André (ex-Shadowsphere, actual Theriomorphic e Wintermoon), que mais uma vez, foi uma substituição perfeita, não poderíamos estar mais contentes, até pelo facto que também o André tocou com o Carlos há uns anos, no inicio de Brainwashed by Amalia, que já agora os menciono como a primeira banda "Stoner Rock" em Portugal...sei que este rótulo é manhoso e o Carlos não gosta, mas é só para não se esquecerem de que se existe uma cena Stoner (revivalista do Hard psicadélico), os B.B.A. eram pioneiros cá. Anda para aí o CD Split deles pelas lojas que eu editei há uns anos, podem-no comprar por 5 ou 7 euritos, aproveitem!
Como seguidor de longa data da evolução do metal e da cena underground em geral no nosso país, como encaras o estado das coisas actualmente?
A evolução é notória mas as mentalidades, enfim, deixam um bocado a desejar. Isto funciona como uma aldeia pequena, ainda bem que os Dawnrider não fomentam telenovelas, as nossas opiniões são frontais, as nossas ideias são bem claras, leiam as letras. A maioria de nós, crescemos nos 90's um pouco fora do que se passava no Metal porque isto é pessoal que não se indentifica com a cena dos 90's, nessa altura alguns de nós andávamos no Punk Rock e no Crust, eu e o Libe somos os mais velhos, já vimos dos anos 80 da cena Metal, mas nessa altura a onda era mais rebelde e crua, era giro, uma loucura teenager, havia muita marginalidade mas ao menos não haviam grandes telenovelas. Já agora devo mencionar que o Punk 90's em Portugal foi uma bela telenovela, os que mandámos para o caralho nessa altura, foram bem mandados.Achas que a Internet e todos os meios à disposição vieram trazer mais vantagens ou desvantagens à cena?Mais vantagens no sentido que agora um puto em um ano passa de Black Metal florestal a super-cromo do Doom ou do Sludge ou retro que o pariu. As pitinhas podem ser super-Punks com o cursinho ali todo no Soulseek. Um gajo que queria ser nerd musical agora tem 5000 álbuns que realmente não existem fisicamente de merda que nunca mais vai ouvir na vida, mas pode nas conversas dizer "eu tenho" , "eu conheço" , "isso é bom" ou "isso tá bué a frente!". Acho que neste pequeno exemplo se notam vantagens e desvantagens não é? No outro dia lia uma entrevista a um ilustrador conhecido onde ele dizia que pelo andar da coisa, qualquer dia deixam de haver cd's e ninguém vai aos concertos porque a net é o lugar onde devemos estar. Aonde foi parar a rebelião pergunto eu? Em casa a toda a hora na net não mudamos nada!! Menção honrosa a um fórum chamado Irmandade Metálica onde os seus maiores participantes são também ávidos consumidores de cds e vinil e vão a montes de concertos, são apoiantes verdadeiros da cena Nacional Metálica, se tens uma banda de Metal adere ao fórum, aqui vais ganhar apoiantes que realmente não são da boca-para-fora. Este colectivo de que me orgulho fazer parte tem feito muito pela cena...um festival, uma compilação (infelizmente virtual), uma fanzine, patches, tshirts...um caso raro de integridade e coração metaleiro.
Actualmente parece que a compra de discos e o coleccionismo é cada vez mais um luxo e um devaneio de melómanos. Como encaras essa situação? Achas que todo aquele espírito que se vivia há anos atrás irá irremediavelmente perder-se?
O problema são as novas gerações e como consciencializá-los. Realmente não sei, conheço putos de 20 anos com uma atitude impecável perante isto tudo mas são uma escassa minoria. De vez em quando surge a modinha do vinil, pessoal que compra uns disquitos e depois param. A minha geração não lanchava na escola para comprar um single passados 3 dias ou sei de gente que nem almoçava na escola para comprar LPs no fim de semana. Este tipo de guerreiros, muitos deles andam aí com 30 e tais em cima (outros até 40's) ainda no Rock pesado a dar cartas, a todos eles, o nosso respeito. Vocês sabem quem são, vocês são a raça, "SHOW 'EM HOW"!!

O que podemos esperar dos Dawnrider a curto/médio prazo? Há já planos para novas edições, concertos, etc..?
Este verão vamos começar a gravar o nosso segundo álbum, devemos voltar aos palcos só no fim do verão, em principio éramos uma das bandas que iam abrir os megaliticos CELTIC FROST mas o Thomas rompeu e a banda acabou com datas importantes penduradas. Gostávamos de poder abrir de novo os Orange Goblin em Setembro, mas ainda é incerto. Em breve também vamos participar numa compilação da Raging Planet um tributo ao Rock antigo nacional, nós obviamente vamos fazer uma cover dos Beatniks, de 1972, um tema super-Sabbath! Temos também um Mini album planeado de covers para 2009. E para já, "That's all folks"!
terça-feira, julho 01, 2008
em entrevista...WE ARE THE DAMNED

Parece que aconteceu tudo muito rápido com os We Are the Damned. Conta-nos resumidamente o percurso até à edição deste álbum de estreia.
Sim foi efectivamente rápido. Trabalhámos imenso na sala de ensaio e acabou tudo por aparecer naturalmente, mostrámos o material àRaging Planet e eles assinaram a banda.
Como está a ser recebido «The Shape of Hell to Come»? As reacções têm-vos surpreendido?
Ainda é um bocado cedo para termos essa percepção mas as poucasreacções que temos tido têm sido bastante positivas, quer do disco, quer dos concertos.
Não, esse conceito não se pode aplicar. Somos apenas uma banda quequer tentar ir o mais longe possível.
Esta é realmente uma banda com pernas para andar ou não passa de um projecto ocasional?
É uma banda séria, se fosse algo ocasional nem nos dávamos aotrabalho de procurar uma editora nem pessoas interessadas em trabalharconnosco.
Logo na estreia entregaram a masterização do disco ao conceituado Palle Schultz. Porquê essa opção?
Ele não só masterizou, como produziu e misturou o disco, ele aliásesteve presente no estúdio cá em Portugal. Já o conhecíamos de outrostrabalhos que ele realizou na Dinamarca, e alem disso é uma espécie devisionário, o que nos agradou logo, para não falar nas suas qualidadescomo musico, o que nos ajudou bastante.
Uma das sensações deste disco é a vossa vocalista. Onde a descobriram?
Já conhecia-mos a Sofia dos anteriores projectos que ela teve, foiuma boa aposta já que ela encaixou perfeitamente no perfil queestávamos à procura.
Acham que o facto de contarem com uma vocalista feminina numa banda de sonoridade agressiva como a vossa pode dar-vos uma visibilidade extra?
Só se for pelo facto de ser invulgar, em Portugal, vermos umarapariga a cantar numa banda de música pesada.
Sei que liricamente os vossos temas rondam o humor algo sarcástico e negro. Podes elucidar-nos melhor em relação a isso?
Tentámos construir o conceito do disco baseado na actual realidadedo quotidiano misturado com o que achamos que pode vir a ser o futuroda humanidade em geral, mas adicionando elementos fruto da nossaimaginação.
Achas que estão finalmente a reunir-se as condições necessárias em Portugal para uma maior proliferação e crescimento de bandas underground?
Penso que as pessoas têm outra abertura em relação às bandasunderground, mas continua a acontecer tudo com um certo preconceito, enão é por acaso que nos últimos vinte anos de musica pesada em Portugal,só uma banda conseguiu efectivamente ter reconhecimento a nívelinternacional, e só depois nacional !
O que está nos vossos planos a breve trecho?
segunda-feira, junho 23, 2008
em entrevista...THANATOSCHIZO

Como estão a encarar este vosso quarto disco? Consideram que se trata de um afirmar definitivo da maturidade da banda?
Com toda a honestidade, sim! Temos perfeita consciência do pulo qualitativo que este álbum representa e que, acima de tudo, reflecte dez anos de amadurecimento musical. Na visão desta banda, todos os nossos lançamentos são melhores do que o anterior e penso que, desta vez, não foi excepção. Estamos muito orgulhosos de ser uma banda no verdadeiro sentido da palavra, de continuarmos juntos e de termos criado o Zoom Code.
Como têm sido as reacções ao disco?
Muito boas, felizmente! Tenho a sensação que as pessoas finalmente perceberam o “point” deste grupo e temos obtido excelentes críticas a uma escala global. É claro que vai haver sempre quem não consiga compreender a nossa sonoridade mas, desde o início, tivemos perfeita consciência de não sermos uma banda consensual.
Como está a ser a distribuição e a aceitação a nível internacional, tendo em conta que trabalham actualmente com uma editora com algum peso internacional?
A My Kingdom Music está a cumprir tudo o que estipulámos e, como tal, não temos nada de negativo a assinalar no trabalho deles. O álbum está à venda em praticamente todo o mundo e o feedback que nos chega é consistentemente positivo.
Comparativamente a «Turbulence» o que o separa deste «Zoom Code»?
Quatro anos de amadurecimento: uma cada vez maior atenção a pormenores, a cada vez maior valorização das vozes na nossa sonoridade e o refinar da composição.
Apesar de continuar a demonstrar uma enorme versatilidade estilística, «Zoom Code» soa muito mais coeso do que qualquer disco anterior. Concordam?
Sim, mais do que tentar surpreender pela excentricidade, preocupámo-nos assumidamente em criar bons temas, bem estruturados e compostos. E isso, claro, reflecte-se na tal sensação de coesão de que falas.
Contam com a colaboração de alguns ilustres convidados. Suponho que tenha sido o realizar de um sonho para a banda, certo?
Não diria “sonho”, mas foi uma sensação incrível quando recebemos o solo de violino do Timb Harris e o juntámos à pré-produção instrumental do L.. Os Estradasphere são uma das minhas bandas favoritas, por isso foi óptimo podermos trabalhar com ele. No caso do Zweizz, quando começámos a pensar quem nos poderia ajudar na criação da The Shift, o nome dos Dodheimsgard - outra banda que admiro imenso - veio à baila e foi inevitável contactá-lo. O António Pereira é um músico folk local que emprestou o seu talento a dois dos nossos temas e acabou por lhes adicionar um irresistível tom naïve que os enriqueceu imenso.
Têem programada alguma digressão para a promoção a «Zoom Code»? Por onde irá passar?
Neste momento estamos a agendar uma série de concertos até ao final do ano e há, de facto, a possibilidade de alguns concertos pontuais no estrangeiro. Para já temos o Liperske IV (onde vamos comemorar o nosso décimo aniversário) e o Metal Grândola, mas dentro de dias vamos poder confirmar mais datas.

«Zoom Code» incorpora elementos tão diversos como o acordeão, o saxofone ou o violino. A música dos ThanatoSchizO parece não ter limitações estilísticas…
E não tem, de facto. Esse é o maior prazer que esta banda nos dá: poder fazer aquilo que nos dá na real gana. Talvez por isso nunca tenhamos sentido necessidade de criar projectos paralelos a ThanatoSchizO – no fundo podemos fazer tudo o que quisermos neste grupo e é óptimo não haver qualquer constrangimento no acto criativo porque, basicamente, seguimos o nosso instinto. Provavelmente em termos comerciais, essa não é a melhor atitude a tomar mas... nós sentimo-nos realizados por criar a música que gostamos de ouvir, portanto tudo o resto é acessório.
Conceptualmente por onde anda «Zoom Code»?
Por um mundo muito mais positivo – apesar do lado mais negro do grafismo do álbum. As letras deixaram de ser focadas em episódios da vida pessoal do Eduardo e da Patrícia e passaram a ser histórias de terceiras pessoas. A mensagem é, globalmente, mais uplifting. O título resultou do momento em que nos capacitámos de que, para este álbum, nos deveríamos unicamente centrar naquilo que, a nosso ver, sabemos fazer melhor. Um aprofundar das nossas virtudes, portanto.
Voltaram a gravar nos Rec’n’Roll e a ser produzidos pelos irmãos Barros. É uma relação de fidelidade e durabilidade pouco comum. Não equacionam vontade de trabalhar com novos produtores?
Em Portugal, por ora, não. Além disso, os Rec’n’Roll têm evoluído ao longo destes anos e penso que o som do álbum prova a capacidade actual do estúdio. É claro que, havendo um orçamento mais alargado, equacionaríamos gravar lá fora, mas quem sabe o que o futuro nos proporcionará.
Tendo em conta o vosso passado, considero que os ThanatoSchizO foram pioneiros na abertura do metal português a novas sonoridades e à exploração de novas abordagens musicais. Sentem o peso dessa responsabilidade?
Sim, na altura em que aparecemos, havia, no underground, um certo culto pelo obscurantismo musical (na pior acepção desta expressão) e lembro-me de inicialmente termos sido muito criticados por termos aparecido com uma som muito mais “aberto” a novas abordagens. Hoje em dia, esse dogma está ultrapassado e, felizmente, o que não faltam em Portugal são bandas apostadas em quebrar barreiras no mundo do Metal.
Sendo tu um seguidor de longa data da evolução do metal nacional, qual a tua opinião actual sobre o estado das coisas? O que se perdeu e o que se ganhou?
Penso que há cada vez mais bandas com qualidade. As condições das salas para concertos estão bem melhores e o interesse do público por música made in Portugal cresceu significativamente. Por outro lado, continua-se a cair nos mesmos erros do passado: consegues fazer a conta a quantas next big things foram aparecendo e desaparecendo no nosso panorama ao longo dos últimos dez anos? Além disso, perdeu-se, igualmente, alguma da magia que se vivia há 10/15 anos, com o apogeu da tecnologia a tolher o efeito surpresa de alguns lançamentos.
Achas que o panorama musical português está hoje melhor preparado para proporcionar um desenvolvimento e uma progressão mais visível às bandas do que estava quando começaram a vossa carreira? Quais as principais diferenças?
Sem dúvida nenhuma mas, como sempre acreditei desde o primeiro dia, penso que não é o panorama musical que tem de proporcionar seja o que for às bandas. Antes, elas têm de se capacitar da necessidade de dedicação que um projecto destes acarreta. Havendo vontade e, claro, algum valor, os resultados acabam – inevitavelmente – por aparecer. É claro que hoje em dia as coisas estão também bem mais fáceis devido à Internet: as webzines, as diferentes plataformas de promoção a que as bandas têm acesso, os fóruns, tudo isso serve para gerar um cero burburinho à volta de um grupo. É claro que haverá sempre os meros hypes virtuais mas, lá está, as boas bandas acabam sempre por vir ao de cima e afirmar-se.
O que podemos esperar dos Thanatoschizo a curto prazo?
Vários concertos de promoção ao novo álbum!